domingo, 18 de novembro de 2007

Mistério desfeito

Olá!

Finalmente vou contar-te onde estou, como cá cheguei e o que fiz pelo caminho...

Sexta-feira, dia 16, foi o tal feriado "distrital" de Canterbury e eu tinha pensado dar uma espreitadela à "exposição" (show) só para ver como era. No momento em que calcei as botas e saí de casa começou a chover - é um clássico nos meus "curtos" passeios! Ainda esperei uma hora mas como o tempo teimava em não se alterar, alterei-me eu e fui ao cinema; afinal, até gosto muito mais de filmes do que de ver exposições de gado! E que belo filme! Aconselho-te a não perder o Elizabeth, the Golden Age com a excelente interpretação da Cate Blanchet e do Clive Owen (que além disso é também detentor de uns lindos olhos azuis e de um charmoso sotaque britânico). Quando voltei a casa, já não chovia e até fazia um lindo fim de tarde, com um ventinho quente que anunciava um bom dia de passeio para sábado.


E assim foi! Desta vez o tempo não me pregou nenhuma partida e, quando saí de casa às 6h da manhã em direcção à estação de comboio, o sol brilhava e a temperatura perto dos 15ºC. Sim, a minha viagem começou num comboio, o TranzCoastal, que, tal como o nome indica, segue pela costa, desde Christchurch até Picton, no topo da ilha do Sul. A viagem até ao meu primeiro destino demorou cerca de 3h e ao princípio estava a decepcionar-me...o mar só apareceu ao final de duas horas; até lá atravessámos extensas planícies verdes, pintalgadas de vacas, ovelhas, gazelas e lebres que, embora bonitas, já começam a ser a minha paisagem diária. Mas, finalmente, lá estava ele, o Pacífico azul e a costa Nordeste da Nova Zelândia protegidos pelos Alpes do Sul!

O que vês no topo da montanha é gelo...sim, assim tão pertinho do mar!!! E as praias...são de calhau rolado, ou gravilha e negra! E têm muitas, mesmo muitas, algas castanhas na beirinha...são florestas de laminárias ali, á mão...que estranho é tudo isto para mim - de onde eu venho, as montanhas com gelo estão no interior do país e as florestas de algas em profundidades muito além do meu joelho...e, claro está, a areia é geralmente fina e branca. Mas ao longo de uma hora pude apreciar toda esta "estranhesa" até que chegámos a Kaikoura!



Esta terra pequenina, quase 200km a norte de Christchurch, é um paraíso para a vida marinha: golfinhos, focas, aves e baleias residem nestas águas frias e ricas em alimento. E, como não podia deixar de ser, TIVE QUE CÁ VIR VER! De facto, em Kaikoura não há muito para fazer além dos tours para ver algum tipo de mamífero ou ave marinha e, não podendo fazer todos, tive que escolher um - o das Baleias.


Tinha reservado o meu lugar no que partia às 12h15 mas, quando cheguei a Kaikoura, as previsões do vento indicavam que iria passar de 10 para 20 nós a partir da tarde. Pensei que além de dificultar a visibilidade, esta alteração iria também aumentar o número de enjoados a bordo (podendo eu também ser um deles, apesar de nunca me ter acontecido) e decidi antecipar a minha partida.



Começam por nos mostrar um vídeo sobre tudo o que se pode ver no mar de Kaikoura, vamos de autocarro até à Marina (cerca de 10 minutos) e, depois de uns cumprimentos da tripulação e de uns avisos de segurança a bordo, a Guia começa a mostrar-nos um vídeo bem mais interessante - o das baleias de Kaikura que esperamos encontrar nas próximas 2h30.



Vivem na Península de Kaikoura várias espécies de baleias mas a maior colónia é a da Sperm Whale - é que Kaikoura tem um canyon submarino, com mais de 1200m de profundidade, onde as baleias adoram mergulhar para se alimentarem de peixe "fresquinho" (lá em baixo está mesmo muito frio!) e das lulas gigantes que habitam estas profundidades. Quando vêm à superfície respirar, lá estamos nós, de máquina fotográfica em punho, para não perder pitada do que se passa em apenas 10 minutos!

Durante o caminho, e sempre que não estamos a ver baleias, a tv mostra-nos, em tempo real, a posição do navio e a profundidade a que estamos. Apesar de não se ver muito bem nesta foto, a zona verde clara é a plataforma continental (menos que 200m de profundidade) e a mais escura o tal canyon!



Como este navio é "amigo da natureza", não existem quaisquer aparelhos de detecção das baleias - só os vários pares de olhos bem treinados da tripulação e os outros vários pares, menos treinados é um facto, dos passageiros. O mar não estava propriamente "de senhoras" e os passageiros de 3 navios já começavam a desesperar...à espera, à espera, à espera...













E depois de muito tempo a navegar, alguém lá resolveu aparecer! Era o Little Nick, uma das baleias mais conhecidas pelos guias! Ele deve gostar de ser fotografado...apareceu duas vezes!





Quando o Nick se cansou das fotos e voltou a mergulhar, apareceu este rapaz, que por pouco já não ficava no meu campo! É a maior ave voadora do mundo - o Albatroz de Gibson - e existe apenas em Kaikoura!
Eu não sou apreciadora de aves, mas estar no local em que existem 75% das espécies de aves marinhas de todo o mundo é obra! E não pude deixar de gostar de ver umas quantas, bem bonitas, incluindo o Pintado. E sabes que mais?! A guia referiu mesmo este nome - "Pintado" - dizendo que é assim que os Portugueses lhe chamam por parecer ter as asas pintadas. Não, eu não lhe disse que era Portuguesa e ela não sabia que havia uma a bordo.


Mas não é só nas profundidades marinhas que está a beleza de Kaikoura, acho eu...A montanha que levou um dentada

as rochas brancas como cal sobre a areia negra

e os edifícios pitorescos, incluindo aquele em que almocei uma ENORME salada do mais famoso produto local - o Lagostim (Crayfish) - ajudam ao ar de paraíso.










Depois deste manjar, fui dar um passeio pela beira mar e, se não fosse o vento fortíssimo, até me teria sentado aqui, nesta cadeira Gigante, a contemplar o mar...

Mas, embora não tenha muito que ver, é sempre possível alguém se perder em Kaikoura e, talvez por isso, tenha havido um cuidado especial na especificidade das indicações...está tudo bem - se não for rua acima, será rua abaixo e, de qualquer forma, são apenas 2km de cidade!




Mas pelo menos sabes a latitude - 42ºSul! Já não é mau...










Mas se há coisa que a malta de Kaikoura sabe fazer, é pintar paredes! Se não puderes ver a vida selvagem no mar podes sempre levar uma foto com uma baleia...


...ou com uma família de golfinhos


Como o comboio só aqui passa uma vez por dia em cada sentido, tive que passar a noite em Kaikoura. Depois de um passeio pelo centro, entrando em todas as lojas de artesanato, lá fui para o meu motel, o Lobster Inn - pareceu-me ser o sítio mais apropriado!


Hoje, quando acordei, os Alpes anunciavam um dia lindo e, de facto, nem vento estava!

Caminhei até ao centro, apreciando a publicidade de cada tipo de negócio...o do peixe e marisco (que até tinha filetes de linguado! e um carro todo moderno!)

...a lavandaria...


...e a padaria que também faz, todos os dias, uma casa de banho novinha!!!








Mas antes de entrar no comboio ainda tive tempo para duas fotos muito importantes...
A viagem até Picton foi quase sempre junto ao mar, passando por baías de surfistas, por uma colónia de focas (só consegui ver 5) e por praias...até que, de repente, tudo muda e passamos novamente às planícies verdes e às imagens de presépio.
Mas, perto de Picton, no distrito de Malborough, tudo volta a mudar - aparecem salinas e vinhas, km e km de vinhas, principalmente de duas castas - Sauvignon-Blanc e Pinot-Noir, para não haver discriminação! Finalmente, e com 20 minutos de atraso, chegámos a Picton, uma aldeia portuária cujo principal interesse é...o ferry para Wellington! E foi isso mesmo que me trouxe até aqui.


A viagem demora cerca de 3h e, dado o dia solarengo e quentinho, toda a gente se apressou a ir para o deck exterior para reservar um lugar para o bronzeado. Como estou "avisada" do perigoso buraco que temos por cima, limitei-me a ficar de T-shirt mas houve quem transformasse as calças em calções, quem ficasse em "alcinhas" e quem gastasse uma embalagem de protector na careca. Foi por pouco tempo...assim que o navio zarpou, e apesar de navegar nas águas calmas e protegidas da baía, o vento obrigou os casacos a saltar das mochilas, as calças a saltar para as pernas e metade da população a mudar de poiso para dentro do navio. Eu lá me aguentei, como o meu casaco que tapa o vento e é quentinho (compra local nos primeiros dias que cá estive e senti o vento a gelar-me os ossos) e assim posso mostrar-te a viagem.


E a paisagem, de repente, mudou. Perderam-se as árvores e as ilhotas e ficou tudo mais deserto...ainda.
E, de repente, a terra acabou e entrámos no Estreito de Cook...
O vento ficou mesmo muito forte e deixou de haver o que fotografar. Recolhi-me no navio mas, passado uma hora, voltei e lá estava ela - Welly!

Confesso que a entrada me desiludiu um bocadinho - o porto em que o ferry acosta não tem nada de bonito e eu esperava uma baía mais aberta mas depois de 5 minutos de táxi a minha opinião mudou e, nos primeiros 10 minutos de passeio a pé pelo centro, já gostava da capital. De facto, faz justiça à fama que tem como cidade das artes - aqui tudo é artístico. O Centro Cívico,
as pontes,
os peixes nas pontes,

os hotéis,



as lojas de pincéis,
e até a iluminação!

É também uma cidade de artístico contraste entre o estilo muito moderno









e o estilo europeu colonial, que é, neste caso, de 1900 e pouco - aqui nada é muito antigo.










Um dos edifícios mais emblemáticos é o Embassy Theatre, recentemente (2003) transformado em cinema...não é dos mais bonitos que já vi por fora, e não tem nada de majestoso mas...por dentro é de facto uma obra de arte.
Gostei muito mais do St. James Theatre, que ainda continua um teatro, e fica uns escassos metros mais abaixo. Ao contrário do que acontece em Christchurch, onde tudo é plano, aqui as ruas têm cima e baixo, como as de Lisboa, e as casas são coloridas, como as das cidades da América do Sul...ou como em Lisboa. Talvez seja da intensidade do sol - apetece pintar a casa de uma cor mais viva - ou sou eu com saudades da luz da minha Lisboa...


E aqui, nem as passadeiras escapam a uma pintura para lhes dar graça!












Talvez seja por se poder comprar comprimidos especiais em lojas especiais mas legais...









Já tinha ouvido falar destes mas não faço idéia o que sejam. Só sei que não são "químicos" - são ervas naturais...mas que tipo de erva, também não faço idéia. Mas pode ser que tenha que tomar um ou outro, se me der vontade de fazer Bungy citadino amanhã...

...e daí que talvez seja melhor não, não vá apetecer-me saltar no moinho de água de Cuba St.
Esta rua é uma das principais ruas de comércio de Wellington, não tem trânsito e tem edifícios do início de 1900 recuperados, coloridos e transformados em lojas, bares, restaurantes, bancos e lojas de tatuagens. Aqui vive-se mesmo a arte...até no corpo!





E agora vou dormir com os anjinhos - pelo menos com os da igeja de St. John, que fica mesmo aqui em frente à minha janela.


Amanhã tenho uns encontros com umas pessoas que estudam peixes aqui em Wellington (foi essa a razão porque cá vim agora em vez de esperar pela próxima temporada na NZ) mas ainda devo conseguir passear e mostrar-te mais desta cidade colorida e tão cheia de vida.
Talvez inspirada pelo colorido, decidi experimentar o sumo que contém Spirulina - uma alga verde que cresce nos lagos e que descobriram agora que faz muito bem e dá muita energia!

Talvez os "comprimidos" sejam da mesma coisa...mas fico-me pelo sumo desta vez, e experimento os comprimidos contigo, quando cá viermos e precisarmos de energia para os clubes nocturnos que desta vez não vou conhecer.
Beijinhos,
J
PS - consegui tirar o nó do colar! Já pode aparecer junto a mim numa foto, um destes dias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

5 gotas

Olá,

não aguento - tenho que partilhar esta contigo!

Hoje, apesar de ser o grande dia do cup and show (uma espécie de festival de agricultura misturado com corridas de Ascot, com senhoras de chapéus estranhos e tudo) na Nova Zelândia, estava previsto um enorme temporal com ventos muito fortes e muita, mas mesmo muita chuva! Estava previsto mas não aconteceu! O tempo não deve mesmo nada a ninguém e este país tem a PIOR previsão meteorológica do mundo...é que esta previsão era de hoje de manhã, às 8h e até agora, 18h caíram 5 gotas de água!

Como tinha que ir tratar do meu visto e marcar o meu passeio de fim-de-semana, fui até ao centro da cidade...de autocarro, por causa da maldita previsão meteorológica e porque as 5 gotas de chuva caíram precisamente quando pus o pé na rua!

Como estive uma hora no centro de turismo e 5 minutos na Imigração, achei que merecia um reduced fat muffin do Starbucks acompanhado de um cappuccino - nada! estava cheio de turistas e não tinham muffins...resignei-me e continuei o meu caminho até à paragem de autocarro.

Quase a meio do caminho estava uma coffee house com muito bom aspecto - móveis de madeira, paredes amarelinhas, muffins...entrei. Não tinham nada reduced fat mas decidi tomar o cappuccino e sabes em que é que o serviram?! Numa tigela! Sim, numa tigela daquelas fundas de comer a sopa ou "as sopas de café" que tens que agarrar com as duas mãos - foi o destino! Para eu poder tomar este cappuccino "à antiga" foi necessário apenas 5 gotas de água num dia que devia chover muito!

Beijinhos,
J

PS - não, não me esqueci de dizer onde vou...é surpresa!

domingo, 11 de novembro de 2007

Lord of the Rings

Olá,

há quanto tempo não te mostro umas fotos deste lugar magnífico mas magnificamente longe e em que os dias passam enquanto dormes?! Há muito, não é?! Mas vais ver que valeu a pena porque hoje vou mostrar-te um lugar mágico - um dos cenários do filme que tornou a NZ ainda mais famosa e fez com que deixasse de ser "um sítio muito verde, com muitas ovelhas e montanhas e quase deserto" para ser "o sítio muito verde, com muitas ovelhas e montanhas e quase deserto, onde se passa o Sr. dos Anéis".
Pois é, não resisti e, mesmo não sendo fã do Sr. Peter Jackson, do Sr. Tolkein ou de filmes de fantasia, embarquei ou, melhor dizendo, "enjipei", no Domingo, num tour que me levou a um dos locais em que foi filmada a Triologia do The Lord of the Rings - the Two Towers. E valeu cada cêntimo!

A viagem começou no centro de Christchurch, onde o Hammod (o nosso guia...e muito mais que um guia) me "apanhou" no seu 4x4 com capacidade para 12 turistas mas que, desta vez, levava apenas 7 - 3 jovens de Singapura, 1 jovem Alemão, 1 casal Americano e, euzinha, claro está.

O Hammond começou por falar sobre os edifícios da cidade, a população, os principais tipos de cultura e de produção e de como tudo se tem transformado, ultimamente, em quintas para produção de leite que consomem litros e litros de água para regar os pastos e kw e kw de electricidade para manter as vedações e os regadores do pasto...e a apreciação dos pontos negativos do país continuou estrada fora enquanto de um lado e de outro se sucediam as fazendas.

Fiquei a saber que a NZ está mesmo por baixo de um enorme buraco de Ozono, e por isso tem a maior taxa de cancro de pele do mundo! Ainda bem que não apetece ir à praia nem andar de manga curta...e, sendo assim, talvez me tenha convencido a comprar o chapéu com abas...

Também fiquei a saber que o kiwi (o fruto) não é deles! Usurparam-no à China! Desde sempre que se consumiu este fruto na NZ, vindo da China mas, uma alma iluminada, resolveu começar a produzi-lo em massa para exportar e..."ah, porque é que não lhe chamamos Kiwi para todos saberem que é da NZ?!" Resultou!

Foi mais de uma hora de caminho até à primeira paragem para um café, pela estrada fora, a ouvir o Hammond a contar-nos muito sobre a NZ. Mas a conversa ficou bem mais interessante quando ele disse o que fazia e quem era...é que o Hammond só faz estes passeios uma vez por semana, no máximo - o resto do tempo trabalha na indústria cinematográfica a gravar os sons dos filmes e a misturar som e imagem...e o seu primeiro grande trabalho foi, exactamente, o filme Sr. dos Anéis! Sim, fui guiada pelos cenários pelo vencedor de um óscar! De dois, porque ele também ganhou o do King Kong que também foi filmado na Nova Zelândia!

Assim sendo, além de acesso aos cenários, tivemos também acesso ao making-of, ao vivo, e a saber muitos detalhes dos 3 filmes! Foi muito bom mesmo! Eu fiquei com vontade de ver os 3 filmes de seguida! Mas com as imagens que se seguem, quem não ficaria?!

A primeira paragem foi num rio azul azul azul, como o céu, mesmo! É assim azul porque a água tem imensa sílica - não é truque da máquina fotográfica! E nas margens do rio dá para ver as várias camadas de sedimento e a história geológica desta zona - está perfeitinho!





Continuando pela estradinha, a paragem seguinte foi à beira de um lago em que não se pode fazer nada a não ser descansar! Nada de pescar, navegar ou nadar - só apreciar! E na margem do lago fica um espécie de estância, mas com casinhas de madeira e pequenas, em que apenas se podem fazer obras de conservação ou remodelação, e, por isso, há mais de 50 anos que existe o mesmo número de casinhas. É um local calminho e com um cenário magnífico - os Alpes do Sul!


O resto do caminho até ao vale em que construíram o reino de Edoras não tem muito que descrever; só tem que exclamar UAU! Ora vê...



e há sempre quem não perca a oportunidade de aparecer na foto...




Como tens vindo a reparar, de certeza, há um rio...


...e eu estou numa espécie de ilha, o Mt. Sunday...

...a brincar com uma réplica da espada usada por Eowin no filme... e a deixar que a bandeira esvoace ao sabor do vento que, por incrível que parecesse, até ao Hammond, estava fraquinho, fraquinho...













Assim sendo, tive que atravessar o rio, certo?! E sim, atravessámos, no nosso muito alto 4x4! Só para teres uma leve impressão da viagem saltitante aqui fica o filme "de lado"...oops!

Mas de todas as montanhas esta foi a minha preferida; chamei-lhe Mt. Cotton (não faço idéia do verdadeiro nome mas, para mim, é Monte Algodão)!


Foi chegada a hora de almoçar, brindar com uma taça de champanhe e regressar a Christchurch por um caminho diferente. E, finalmente, ao fim de 3 semanas nesta ilha, vi um Peixe!
Pois, era de plástico e estava num parque mas pelo menos vi! Menos mal!
Como o caminho é longo (cerca de 2 horas) e o almoço não foi muito pesado, depois de umas compras resolvi, finalmente, comer mexilhões! Há anos que não comia mexilhões da NZ...desde 1992, quando este foi considerado o ex-libris do pavilhão da NZ na expo de Sevilha! Fui ao Dux de Lux, o pub/bar/restaurante mais famoso de Christchurch e...

...apetitoso, não?! A cerveja não é cerveja - é cerveja de gengibre e sem álcool - uma especialidade da casa! Os mexilhões...eram muito bons mas os da Expo eram bem melhores - ou seria a companhia?!

E por hoje é tudo - já trabalhei, já te escrevi e mostrei o meu Domingo e...tenho ainda uma hora de ciclismo até casa! Há que aproveitar a vantagem de viver no campo e numa enorme planície!
Beijinhos com saudades
J
PS - o colar lá foi...mas tem um nó que não consegui tirar e agora não o consigo usar no pescoço...tarefa para uma destas noites!